sexta-feira, 18 de maio de 2012

HÉRNIA DISCAL - SINTOMAS E TRATAMENTO


Geralmente este tipo de lesão aparece em adultos na faixa etária entre os 30 aos 50 anos de idade, podendo aparecer em adolescentes e só raramente em crianças. É mais frequente nos homens do que nas mulheres.

Em 70% dos casos antecede à dor lombar e à dor ciática nos últimos 10 anos do seu surgimento.
 
Mais frequente na região cervical e lombar por serem as estruturas mais moveis e de maior suporte de carga, provocando com maior incidência o desgaste das estruturas, quanto maior o movimento maior o seu desgaste.

Um disco normal é composto por uma estrutura fibrosa - chamado de anel fibroso e de uma gelatina que se encontra no seu interior. Este impede que as duas estruturas ósseas (as vertebras) se choquem entre si, de modo a formar um amortecedor (ver vídeo acima -disco a vermelho). Uma lesão deste tipo normalmente inicia-se com a formação de uma lesão no anel fibroso, a gelatina ou material do núcleo começa a insinuar  e começa a formar uma pequena protusão ou um pequeno abalamento do disco até que há uma altura em que este anel fibroso rebente, abrindo fissuras de modo a permitir a saída do conteúdo gelatinoso e aí formar-se a verdadeira hérnia discal. O conteúdo sai e comprime o nervo. Normalmente antes de acontecer este arrebentamento pode surgir compressão do nervo ciático.
 
Quando surge a herniação vai haver um conflito de espaço entre as raízes nervosas e do canal raquidiano - comprimindo os nervos que saem para os membros inferiores, o que origina uma dor conhecida por dor ciática que se sente a partir das costas e que se distende até ao pé.

A dor (desencadeada pela inflamação do nervo) provoca alterações funcionais mediada por um aperto da hérnia e por uma irritação química. Estas

As alterações funcionais por regra traduzem-se por dor de défice sensitivo (perca de sensibilidade numa região da perna ou simplesmente não consegue mexer o pé - movimento de dorso-flexão plantar).

segunda-feira, 7 de maio de 2012

7 MILHÕES DE PORTUGUESES SOFREM DE DORES NAS COSTAS

De acordo com um estudo efetuado pela empresa SPIRITUC - Investigação Aplicada, 72,4% da população portuguesa revela que tem ou já sofreram dores nas costas, sendo deste modo a segunda causa mais apontada para uma ida ao médico.

As causas que provocam este tipo de dores são inúmeras, desde as mais simples tal como erros de postura, falta de exercício físico às mais complexas tais como as que se manifestam devido à presença de doenças autoimunes (ex. espondilite anquilosante, artrite reumatoide, lúpus eritematoso, entre outros) e dores associadas ao aparecimento de  processos degenerativos (tal como osteoporose, artroses nos processos articulares).

As manifestações mais frequentes de dores nas costas são desencadeados por processos inflamatórios nos tecidos moles (músculos) da região dorsal e lombar (na sua maioria fruto das causas mencionadas no paragrafo anterior) tais como lombalgias e dorsalgias. De seguida aparecem com maior incidência as lesões ao nível dos processos articulares da coluna vertebral, tais como a protusões e herniais discais.

TRATAMENTO OSTEOPÁTICO é cada vez mais procurado pela população portuguesa, uma vez que procura reequilibrar o corpo recorrendo a uma terapia manual evitando deste modo em muitas situações evitar métodos mais evasivos tal como a cirurgia.


Sérgio Pereira
Licenciado em Osteopatia pela Oxford Brookes University.